OH NUNO, VAI LÁ, VAI!


“Com o desporto consegui melhorar as minhas capacidades física”, começou por revelar ao AKADÉMICO Nuno Maximiano, de 21 anos, atleta de natação adaptada do Bairro dos Anjos e aluno de Engenharia Informática (ESTG). A modalidade surgiu há cerca de 10 anos, como forma reabilitação do acidente que sofrera. Entretanto, surgiu o convite para começar a competir e desde então tem sido sempre a somar vitórias. Os dois títulos de campeão ibérico, nas estafetas 4x100 metros livre e 4x100 metros estilos, e o de vice-campeão ibérico nos 100 metros costas, conquistados na época 2004/05, projectaram o seu nome no panorama da natação adaptada a nível internacional. A época seguinte foi igualmente uma das melhores. Campeão nacional nos 100 metros costas – recorde nacional –, campeão nacional nos 100 metros mariposa e vice-campeão nacional nos 50 metros livres, foram os títulos que arrebatou.

“O sonho é Londres 2012, mas é difícil”, apontou, depois de ter falhado Pequim 2008, onde “para além dos mínimos temos que conseguir vagas.” A afirmação é determinada, mesmo com a recorrente falta de apoios. “Aquilo [campeonatos nacionais] está deserto. Estamos lá 30 atletas e mais nada”, lamenta, ao mesmo tempo que compara com o país vizinho. “Em Espanha, por exemplo, somos cerca de 200 atletas e inclusivamente temos pessoas que nos ajudam quando saímos da piscina, algo que cá não acontece.” As críticas de Nuno Maximiano vão mais longe e, para além dos parcos apoios económicos, há ainda os mediáticos. “Houve um Campeonato da Europa em que trouxemos vinte e tal medalhas e nem um jornalista vimos no aeroporto quando chegamos! Se fosse futebol, estaria cheio”, recordou.

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